terça-feira, 17 de abril de 2012



Sete coisas que você tem que saber sobre A Guerra dos Tronos
Apesar do lançamento recente da segunda temporada de A Game of Thrones, e do sucesso da primeira, muitas pessoas ainda desconhecem a obra de George R. R. Martin. Desconhecimento que tende a durar pouco, pois graças  a série cresce cada vez mais o interesse do público pela história épica de As Crônicas de Gelo e Fogo.
A atração televisiva da HBO apresentou a saga a um maior número de leitores e lhe trouxe maior notoriedade, fazendo com que os quatro primeiros volumes da série surgissem entre os dez primeiros colocados na referencial lista de mais vendidos do jornal norte-americano The New York Times em 2011.
Portanto se o leitor que passa os olhos por esse texto não os passou antes em nenhuma página dos livros de Martin, aqui sucedem sete tópicos com algumas informações para não ficares perdido (a princípio) no meio da disputa pelo Trono de Ferro.

1.      Os Sete Reinos
As histórias giram em torno dos Sete Reinos – uma clara alusão à heptarquia na Inglaterra medieval. O principal ambiente da trama é o continente de Westeros, cuja extensão é equivalente à da América do Sul, onde há uma linguagem universal, bem como dialetos regionais e até mesmo uma língua extinta.
No passado, sete reinos independentes foram tomados, um a um, e posteriormente unificados por Aegon I, o Conquistador, da Casa Targaryen. Sua linhagem governou por quase três séculos, até ter a hegemonia quebrada com uma rebelião de Robert Baratheon, com ajuda de seus aliados obtém a coroa de Aerys II, o Rei Louco.

2.      O Trono de Ferro
Em Porto Real (que viria ser a sede do reinado) com as espadas de seus inimigos vencidos, Aegon I Targaryen construiu o lendário Trono de Ferro, símbolo máximo do poder de Westeros. É um lugar propositalmente difícil para se sentar e deve lembrar seus ocupantes que estar sobre ele não é confortável.
Na trama, a disputa pela posse do trono (simbolicamente o poder materializado) é o tema principal da série – o uso do poder, das influências corruptoras do poder, o que as pessoas vão fazer para obter o poder e o que o poder vai fazer com eles. Assim os livros trazem diversas intrigas políticas, onde várias facções lutam pelo trono em meio ao caos que se instalou nos Sete Reinos após a morte do rei Robert.

3.      A Muralha
Ao norte de Westeros existe uma muralha de gelo que se estende por toda largura do território com mais 200 metros de altura que protege o lugar a milhares de anos de seres sobrenaturais – criaturas conhecidas como os Outros.
A barreira é controlada por uma irmandade de proscritos, os membros da Patrulha da Noite, um grupo que guarda a edificação e permanece em vigília constante para defender o sul de um inimigo considerado extinto há muito tempo. Entretanto, após o longo período de calma, patrulheiros são mortos além da Muralha e descobre-se que o mal que a construção encerrava regressou.
A ideia para a criação da muralha de gelo que protege os Sete Reinos das criaturas sobrenaturais veio de uma viagem que Martin fez à Escócia, onde conheceu o Muro de Adriano — uma fortificação construída pelo imperador romano para proteger o "mundo civilizado" dos "bárbaros" que viviam no norte.

4.      Ao Passo das Estações
As estações do ano de Westeros são um pouco diferentes das que estamos acostumados, elas são imprevisíveis e podem passar rapidamente ou durar um longo período de tempo. No decorrer do primeiro livro os Sete Reinos passam por um verão de quase uma década, e algumas personagens se preocupam com o fato de que o inverno possa durar mais do que isso.
Outros personagens só conhecem esta época de clima agradável e não conhecem o sofrimento trazido pelo inverno Nas palavras da velha ama:
“Pobre criança de verão, o que sabes sobre o inverno? Uma noite fria e longa... Nela pastores morreram congelados em suas cabanas e reis definharam em seus tronos. O som do vento cortante não abafa o choro das crianças... Para não presenciar a morte pela fome, as mães sufocam os filhos, enquanto as lágrimas congelam antes de rolarem por completo pelas bochechas”.

5.      Além do Mar Estreito
Outro ambiente, onde se desenvolve parte da trama, é o continente conhecido por Essos. Separado de Westeros por um estreito mar, Essos é uma terra semelhante ao oriente médio ou a Ásia de modo geral, onde vive um povo nômade de cultura eqüestre, os dothraki – civilização criada por Martin influenciado por povos diversos: hunos, mongóis, alanos e ameríndios.
É em Essos, na cidade de Pentos que refugiaram os filhos do Rei Louco deposto pela revolta de Baratheon. Viserys e Daenerys, os dois últimos Targaryen, aliam-se ao líder dos dothrakis, Khal Drogo, e planejam uma invasão a Westeros restaurando no trono de ferro a dinastia dos dragões.

6.      Os Lobos Gigantes
Estas criaturas míticas são versões gigantes e inteligentes dos lobos comuns. Nas crônicas, estão associados à casa Stark (na heráldica), bem como na proteção de seus membros – no inicio da trama cinco filhotes órfãos são adotados, um para cada filho do lorde Stark.
Na série de televisão, eles são interpretados por Inuits do Norte, semelhantes aos lobos descritos por Martin, o qual se baseou em numa besta de verdade, o Canis dirus. Estes animais, semelhantes ao lobo cinzento possuíam cinco metros de comprimento e pesavam cerca de 250 quilos. Foram recuperados restos mortais de mais de 3.600 exemplares de lobos nos poços de betume de La Brea na Califórnia.

7.      Uma Fantasia para Adultos
A atmosfera medieval dos Sete Reinos com seus castelos, cidades fortificadas, princesas e cavaleiros engana quem pensa se tratar de um romance à moda do Rei Artur. A realidade expressa por Martim remete-nos muito mais a um Ivanhoé de W. Scott, onde o autor combina o sentimento de admiração que você tem na melhor fantasia, com o realismo corajoso da melhor ficção histórica.
Desta forma, As Crônicas de Gelo e Fogo se difere da típica literatura épico-fantástica, representada por Lewis, Tolkien e Vance, pelo maior interesse e utilização de elementos realistas, suprimidos pelos outros autores. Martin faz com que batalhas sangrentas, traições, infanticídios e práticas amorais sejam temas recorrentes em todos os volumes.
O roteirista também não tem receio de levar protagonistas à morte — algo surpreendente para seus leitores que leva o enredo para caminhos desconhecidos. Por tudo isso, a saga é considerada, sobretudo, como um trabalho destinado ao público adulto.

Atualmente, dos sete livros previstos da série já foram publicados cinco: A Game of Thrones, A Clash of KingsA Storm of Swords,  A Feast for Crows A Dance with Dragons .  O autor já trabalha no sexto tomo, The Winds of Winter , porém sem presciência de sua publicação, contudo ele já anunciou o título do sétimo e último livro, A Dream of Spring.
No reino imaginário de Martin transborda sangue a tarantino, sexo abundante, uma política sordidamente intrincada, um elenco enorme de personagens falhos, e camadas de sujeira que emprestam uma sensação de autenticidade a seus cavaleiros, encantamentos e dragões. Sem esquecer do que mais chama atenção do leitor em A Song of Ice and Fire são os ricos diálogos, eles têm mais do que um significado, e todas as ações provavelmente trazem conseqüências.
Quer saber mais? Visite a wiki da série (livre de spoilers até que o assunto tenha sido revelado na TV), uma wiki mais aprofundada (inclui spoilers) e o ótimo Westeros.org, que destaca pessoas e lugares.





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